"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever-inclusive a sua própria história."

segunda-feira, 9 de março de 2015

♫♪Música da Língua & Linguagens♫♪

EnsinoMédio

TENTE OUTRA VEZ

ArtistaRaul Seixas
Primeiro álbum: Novo Aeon

Data de lançamento: 1975

Veja 

Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta,
uma voz que dança,
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez



TUDO ESTÁ PARADO

Primeiro álbum: Insular
Data de lançamento: 2013


Tudo está parado por aí
Esperando uma palavra (2x)

Os carros e o metrô
O tempo que não para
O beija-flor parou
Sem bater as asas

O traço do pintor
O martelo do juiz
Um disco voador
Todos os satélites

Tudo está parado por aí
Esperando uma palavra (2x)

A onda, o surfista
O protetor de tela
O vento que ventava
Batendo a janela

A pancadaria
no filme de ação
O solo de guitarra
antes do refrão

Tudo está parado por aí
Esperando uma palavra

Fiz uma pergunta
No escuro deste quarto
Tudo está parado
Esperando por você
A noite que caía
O ciclo das marés
A fumaça que subia
Pelas chaminés

Tudo está parado por aí (2x)
Tudo está parado diz aí
Uma palavra



1ºanoEnsinoMédio

FLERTE FATAL

Artista: Banda Ira!
Primeiro álbum: Mudança de Comportamento
Data de lançamento: 1985


Tanta gente já descansa em paz
Um rock star agora é lenda
Esse flerte é um flerte fatal
Esse flerte é um flerte fatal
Que vai te consumir
Em busca de um prazer individual
Esse flerte é um flerte fatal
É sempre gente muito especial

Quanta gente já ultrapassou
A linha entre o prazer e a dependência
E a loucura que faz
O cara dar um tiro na cabeça
Quando chega o além
E os pés não tocam mais no chão
Esse flerte é um flerte fatal(2X)

Esse flerte é um flerte fatal(8X)

Muita gente já ultrapassou
A linha entre o prazer e a dependência
E a loucura que faz
O cara dar um tiro na cabeça
Quando chega o além
E os pés não tocam mais no chão
Esse flerte é um flerte fatal (6X)


1ºanoEnsinoMédio- narrativa 

FILHO ADOTIVO

Artista: Sérgio Reis
Primeiro álbum: Menino da Porteira
Data de lançamento: 1977

Com sacrifício
Eu criei meus sete filhos
Do meu sangue eram seis
E um peguei com quase um mês
Fui viajante
Fui roceiro, fui andante
E pra alimentar meus filhos
Não comi pra mais de vez
Sete crianças
Sete bocas inocentes
Muito pobres, mas contentes
Não deixei nada faltar
Foram crescendo
Foi ficando mais difícil
Trabalhei de sol a sol
Mas eles tinham que estudar
Meu sofrimento
Ah! meu Deus, valeu a pena
Quantas lágrimas chorei
Mas tudo foi com muito amor
Sete diplomas
Sendo seis muito importantes
Que as custas de uma enxada
Conseguiram ser doutor
Hoje estou velho
Meus cabelos branquearam
O meu corpo está surrado
Minhas mãos nem mexem mais
Uso bengala
Sei que dou muito trabalho
Sei que às vezes atrapalho
Meus filhos até demais
Passou o tempo
E eu fiquei muito doente
Hoje vivo num asilo
E só um filho vem me ver
Esse meu filho
Coitadinho, muito honesto
Vive apenas do trabalho
Que arranjou para viver
Mas Deus é grande
Vai ouvir as minhas preces
Esse meu filho querido
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo
Que não vejo os outros filhos
Sei que eles estão bem
E não precisam mais do pai
Um belo dia
Me sentindo abandonado
Ouvi uma voz bem do meu lado
Pai, eu vim pra te buscar
Arrume as malas
Vem comigo, pois venci
Comprei casa e tenho esposa
E o seu neto vai chegar
De alegria eu chorei
E olhei pro céu
Obrigado, meu Senhor
A recompensa já chegou
Meu Deus proteja
Os meus seis filhos queridos
Mas foi meu filho adotivo
Que a este velho amparou



1ºanoEnsinoMédio- narrativa comparação

JUSTIÇA DE UM FILHO

Primeiro álbum: Moda dos Defeitos
Data de lançamento: 1963

Abandonando a esposa e um filhinho, um certo homem saiu pelo mundo além
deixou em pranto a sua pobre família, desamparada neste mundo sem ninguém
a pobre esposa sofria desesperada, com o filhinho que tinha pra sustentar
qual uma ave solitária no deserto, que não encontra nem um ramo pra pousar.
E com o fruto e o suor de seu trabalho, a pobre esposa pôs o filho a estudar
ele formou-se para Juiz de Direito, agora então sua missão era julgar
enquanto isso o seu pai por este mundo, perambulava pra cumprir o seu destino
um certo dia pra roubar ele matou tornou-se assim o mais cruel dos assassinos.Por esse crime o velho foi aprisionado e foi marcado o dia do julgamento
no tribunal o pobre de cabeça baixa, ficou chorando esperando o momento
e o seu filho que agora era o Juiz, tinha um dilema dentro do seu coração
foi obrigado pela lei fazer justiça, mandando assim seu próprio pai para a prisão.
Dada a sentença todo o povo foi saindo, mas o juiz permaneceu neste salão
e olhando triste para o rosto de seu pai ajoelhado aos seus pés pediu perdão
o pobre velho soluçando respondeu, filho querido eu lhe dou minha bênção
fizeste bem em condenar-me pelo crime, sejas honesto não pratiques traição.



8ºEF e 2ºEM -Variação Linguística e Variação Diacrônica 

FILME TRISTE

(versão)Artista:Trio Esperança
Primeiro álbum: Contando Estrelas
Data de lançamento:1964
Filme triste que me fez chorar
Meu broto me avisou que ia estudar
E ao cinema eu fui me distrair
E ao chegar nem quis acreditar
Eu vi meu bem sentado com alguém em frente a mim
Os dois agarradinhos eu notei
A minha melhor amiga me traiu
Trocavam beijos e eu quase morri
E do princípio ao fim do filme eu chorei
Ô ô filme triste
Que me fez chorar
Ô ô filme triste que me fez chorar
E ao chegar em casa mamãe viu
Os meus olhos vermelhos de chorar
E abraçada a ela eu expliquei
O filme foi tão triste que eu chorei
Ô ô filme triste
Que me fez chorar
Ô ô filme triste que me fez chorar
Ô ô ô ô
Ô ô ô ô
Filme triste que me fez chorar



8ºEF e 2ºEM -Variação Linguística e Variação Diacrônica 

O QUE ME IMPORTA (Os tempos Mudaram)

Artista: Bianca
Primeiro álbum: Os tempos Mudaram
Data de lançamento:1978


Eu sou da geração que está curtindo agora
Não sou um bebê e nem tao pouco senhora
Que existem prazeres e perigos, estou sabendo!

O que me importa, se eu tenho pouca idade?
O que me importa, é viver a realidade!

Eu vou é rebolar para quem me condena!
Quem diz dessa menina: "que pena!" , "que pena!"
Achando que eu sou sem juízo, não sei me cuidar...

Eu sou da geração que está curtindo agora!
Não sou um bebe e nem tao pouco senhora.
Que existem prazeres e perigos, estou sabendo!

O que me importa, se eu tenho pouca idade?
O que me importa, é viver a realidade!

Sera que o jovem todo, que faz é errado?
O papo sem interesse: "Cuidado!, Cuidado!".
Os tempos mudaram, a inocência já ficou para trás!

A minha pouca idade me faz ser charmosa.
Eu sou a chapeuzinho, sou apetitosa!
A esses coroas são lobos, estou sabendo!

O que me importa, se eu tenho pouca idade?
O que me importa, é viver a realidade!

O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)
O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)
O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)

A minha pouca idade me faz ser charmosa.
Eu sou a chapeuzinho, sou apetitosa!
A esses coroas são lobos, estou sabendo!

O que me importa, se eu tenho pouca idade?
O que me importa, é viver a realidade!

O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)
O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)
O que me importa... (Cuidado! Cuidado! Cuidado!)



2º e 3ºEM -Texto dissertativo em 3ºpessoa 

3ª DO PLURAL

Primeiro álbum: Surfando Karmas & DNA
data de lançamento: 2002

Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (de rir)
Querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida
Antes mesmo da largada
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (a sede)
Eles querem te sedar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede... contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Quem são eles?

quinta-feira, 5 de março de 2015

Situação de Aprendizagem para o livro "O Alienista"



Texto a ser estudado: Conto " O Alienista" de Machado de Assis.

Público alvo: 2 º ano do Ensino Médio.(1º Bimestre)

Tempo Duração: 5 aulas para apresentação da obra, uma semana para leitura do livro.

Conteúdos e temas: Características do Gênero Realista e da escrita minuciosa-psicológica do escritor Machado de Assis. A partir da obra também é possível depreender informações políticas, geográficas e históricas do período do Brasil Imperial no Rio de Janeiro do século XIX.A história em si também traz uma mensagem significativa que se desenvolve com a leitura da história e o desfecho da situação descrita.

Competências e habilidades: Desenvolver o hábito da leitura, depreender informações do contexto histórico através do texto literário, distinguir o gênero através do discurso, ampliar e enriquecer vocabulário e ortografia por meio da leitura, compreender e analisar figuras de linguagem e metáforas.

Estratégias: Apresentação do resumo do livro, contexto histórico do Brasil Colonial, características da obra de Machado de Assis.Leitura de trechos do livro em voz alta com participação do professor e dos alunos. Aula interativa com trechos do livro.Exposição de ideias chaves.

Recursos: livro impresso, livro digital em pdf, trechos de filmes e peças de teatro, trechos do texto em datashow ou na lousa.

Avaliação: Prova de leitura, adaptação do texto para o teatro, produção de resumo ou resenha orientados.

Depois da leitura: Troca de impressões, reescrita de outras versões (com outros finais, outros personagens etc), Registro de impressões, produção de maquetes, cenários, figurinos e personagens para apresentação teatral ou outra produção artística contendo impressões de leitura como pintura, desenhos ou quadrinhos.(a definir continuidade para o segundo bimestre)

Resumo do Conto
Após conquistar respeito em sua carreira de médico na Europa e no Brasil, o Dr. Simão Bacamarte retorna à sua terra-natal, Itaguaí, para se dedicar ainda mais a sua profissão. Após um tempo na cidade, casa-se com a já viúva D. Evarista, uma mulher por volta dos vinte e cinco anos e que não era nem bonita e nem simpática. O médico a escolheu por julgá-la capaz de lhe gerar bons filhos, mas ela acaba não tendo nenhum sequer.

Certo dia o Dr. Bacamarte resolve se dedicar aos estudos da psiquiatria e constrói na cidade um manicômio chamado Casa Verde para abrigar todos os loucos da cidade e região. Em pouco tempo o local fica cheio e ele vai ficando cada vez mais obcecado pelo trabalho. No começo os internos eram realmente casos de loucura e a internação aceita pela sociedade, mas em certo momento Dr. Bacamarte passou a enxergar loucura em todos e a internar pessoas que causavam espanto. A primeira delas foi o Costa, homem que perdeu toda sua herança emprestando dinheiro para os outros, mas não conseguia cobrar seus devedores. A partir daí diversas outras personagens serão internadas pelo alienista.Enquanto essas internações vão se sucedendo e deixando a população da cidade alarmada, D. Evarista encontra-se em uma viagem pelo Rio de Janeiro. Ela havia ficado muito deprimida pela falta de atenção que o marido lhe dava, quase voltando a se sentir uma viúva novamente, e ganhara do Dr. Bacamarte uma viagem para conhecer o Rio. Todos na cidade viam na volta de D. Evarista a solução para as inesperadas internações feitas pelo alienista. Porém, mesmo após ela retornar à cidade o Dr. Bacamarte continuou agindo da mesma forma. Com o tempo, a cidade vai adquirindo um clima cada vez mais tenso e o barbeiro Porfírio, que a muito almejava ingressar na carreira política, resolve armar um protesto. Porém, quando se descobre que o alienista pediu para não receber mais pelos internos, a ideia de que as inúmeras reclusões não eram movidas por interesses econômicos corruptos, o movimento se enfraquece. Porfírio, no entanto, movido por sua ambição de chegar ao poder, consegue armar a Revolta dos Canjicas (o barbeiro era conhecido por “Canjica”). A população se move até a casa do Dr. Bacamarte para protestar, mas é recebida por ele de forma muito equilibrada e racional. Por um momento parecia que a fúria do povo havia sido controlada, mas a população se revolta novamente quando o alienista lhes dá as costas e volta a seus estudos.É quando a força armada da cidade chega para tentar controlar a população. Porém, para a surpresa de todos, a polícia se junta aos revoltos e Porfírio se vê em uma posição poderosa como líder da revolução. Resolve, então, dirigir-se até a Câmara dos Vereadores para destituí-la. Agora com plenos poderes, Porfírio chama o Dr. Bacamarte para uma reunião, mas ao invés de despedi-lo junta-se a ele e assim as internações continuam na cidade.Dias depois, 50 apoiadores da Revolução dos Canjicas são internados. Outro barbeiro, o João Pina, levanta-se contra e arma uma confusão tão grande que Porfírio é deposto. Mas a história se repete e o novo governo também não derruba a Casa Verde. Pelo contrário, fortalece-a. As internações continuam de forma acelerada e até D. Evarista é internada após passar uma noite sem dormir por não conseguir decidir que roupa usaria numa festa.Por fim, a cidade encontrava-se com 75% de sua população internada na Casa Verde. O alienista, percebendo que sua teoria estava errada, resolve libertar todos os internos e refazer sua teoria. Se a maioria apresentava desvios de personalidade e não seguia um padrão, então louco era quem mantinha regularidade nas ações e possuía firmeza de caráter. Baseado nessa sua nova teoria, o Dr. Bacamarte recomeça a internar as pessoas da cidade e o primeiro deles é o vereador Galvão. Ele havia proposto na Câmara uma lei que impedia os vereadores de serem internados. Assim, as internações continuam na cidade. Outras pessoas, porém, são consideradas curadas ao apresentarem algum desvio de caráter.Após algum tempo, o Dr. Simão Bacamarte percebe que sua teoria mais uma vez está incorreta e manda soltar todos os internos novamente. Como ninguém tinha uma personalidade perfeita, exceto ele próprio, o alienista conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto de sua vida.
Análise
Esta obra ajuda a inaugurar a fase realista de Machado de Assis e apresenta diversas características que a obra desse escritor apresentará a partir de então, tais como a análise psicológica e a crítica social. Devido a sua extensão e outras características, alguns críticos afirmam tratar-se de uma novela; mas como este texto não apresenta as principais características de uma novela (uma maior preocupação com o enredo, superficialidade psicológica das personagens-agentes, etc), “O Alienista” é classificado como um conto.Com o narrador onisciente em terceira pessoa, Machado de Assis consegue mostrar e explorar o comportamento humano além das aparências, expondo com grande ironia toda a vaidade e egoísmo do homem. Machado de Assis coloca em questão nesse conto as fronteiras entre o que é normal e o que é anormal através de um médico que se esforça em tentar entender os distúrbios psicológicos da população. Dessa forma, pode-se dizer que há uma proximidade entre a personagem do Dr. Simão Bacamarte com o próprio Machado de Assis, uma vez que o autor também está interessado em analisar as atitudes das pessoas e suas relações sociais.Em torno da figura quase mítica do Dr. Bacamarte, que segue com rigidez e frieza suas teorias científicas, Machado de Assis dispõe outras personagens ricas em detalhes. Dentre toda espécie de tipos sociais, aparece D. Evarista, esposa dedicada, que ama e admira o marido. Porém, por mais que ela respeite todo o conhecimento e sabedoria do alienista, ela não segue suas recomendações médicas e tem ciúmes da dedicação que ele tem aos estudos em detrimento dela. Em contrapartida, temos Crispim Soares, que é o botânico da cidade. Ele admira, respeita e segue tudo o que o Dr. Bacamarte diz, porém, apenas por interesses próprios, de forma a conseguir vantagens através do alienista. Além dessas duas personagens, temos o barbeiro Porfírio, homem que representa o político preocupado somente em obter vantagens pessoais.

Principais personagens:

Dr. Simão Bacamarte: protagonista da história, é um homem que vive para a ciência.
D. Evarista: mulher que não era nem bonita e nem simpática, mas foi escolhida pelo Dr. Bacamarte como esposa.
Crispim Soares: boticário da cidade, muito amigo do Dr. Bacamarte.
Padre Lopes: homem de muitas virtudes, era o vigário local.
Porfírio, o barbeiro: dentro do conto representa a ambição do poder.

Biografia do Autor
Machado de Assis
Clique na imagem para acessar as obras do autor.
Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.

Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público.

Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.

Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).

Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.
Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.




segunda-feira, 2 de março de 2015

Trabalho de Pesquisa: As classes gramaticais



Tema a ser pesquisado: As dez classes de palavras.

Público alvo: Ensino Médio e séries finais do Ensino Fundamental II (8º e 9º anos).
Tempo Duração: 3 aulas para explicação, um mês para pesquisa e escrita do trabalho.

Conteúdos e temas: Substantivo, Adjetivo, Artigo, Pronome, Verbo, Advérbio, Numeral,  Preposição, Conjunção, Interjeição.(Com definições e exemplos)

Competências e habilidades: Desenvolver o hábito da pesquisa e habilidade para escrita de trabalhos complexos, analisar e compreender as informações da gramática básica,  concentração para realização de pesquisa bibliográfica, leitura de livro científico -no caso as normas da língua materna-  aplicação das  normas da ABNT para apresentação de pesquisa acadêmica.

Estratégias: Apresentação esquemática na lousa de uma síntese das normas da ABNT para confecção do trabalho. Explicação da importância das Classes Gramaticais para conhecimento e desenvolvimento de outros temas da gramática. Explicação das etapas para desenvolvimento da pesquisa, materiais a serem utilizados (onde utilizar sulfite e almaço para o trabalho manuscrito).

Recursos: livro impresso, livro digital em pdf, folhas de sulfite e almaço, régua, canetas de diferentes cores.. Trechos do textos com exemplos na lousa ou explicação em datashow.

Avaliação: Entrega da pesquisa. Prova com consulta ao trabalho ou produção de resumo sobre a pesquisa.

Depois da leitura: O  trabalho ainda auxilia no desenvolvimento do conhecimento gramatical como um todo e ainda pode ser utilizado como apoio no decorrer do ano para explicações e exercícios variados incluindo textos literário e músicas.



HISTÓRIA DA GRAMÁTICA NORMATIVA


“Foi na Grécia, por volta do séc.”.V a.C., que se iniciaram, como ramo da filosofia, os estudos lingüísticos que, desenvolvidos pelos romanos, pelos trabalhos especulativos da Idade Média e pelo estudo normativo dos gramáticos dos períodos subseqüentes, constituem o que no ocidente se tem chamado “gramática tradicional.” (Lobato, 44 janus, lorena, ano 1, nº 1, 2º semestre de 2004 1986:77/79)











quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Situação de Aprendizagem para leitura do livro: Tristão e Isolda


Está é uma história de amor e aventura. Sua origem remonta das narrativas orais dos povos celtas. 

Texto a ser estudado: Romance Celta " Tristão e Isolda"

Público alvo: 1º ano do Ensino Médio.(1º Bimestre)

Tempo Duração: 5 aulas

Conteúdos e temas: Término do Império Romano e formação dos reinos medievais que posteriormente vieram formar os países de línguas neolatinas.

Competências e habilidades: Desenvolver o hábito da leitura, depreender informações do contexto histórico através do texto literário, distinguir o gênero através do discurso, ampliar e enriquecer vocabulário e ortografia por meio da leitura, compreender e analisar figuras de linguagem e metáforas.

Estratégias: Apresentação do resumo do livro e contexto histórico da tradição oral. Leitura de trechos do livro em voz alta com participação do professor e dos alunos. Aula interativa com trechos do livro.Exposição de ideias chaves.

Recursos: livro impresso, livro digital em pdf, trechos de filmes e peças de teatro, trechos do texto em datashow ou na lousa.

Avaliação: Prova de leitura, adaptação do texto para o teatro, produção de resumo ou resenha orientados.

Depois da leitura: Troca de impressões, reescrita de outras versões (com outros finais, outros personagens etc), Registro de impressões, produção de maquetes, cenários, figurinos e personagens para apresentação teatral ou outra produção artística contendo impressões de leitura como pintura, desenhos ou quadrinhos.


A história
Tristão e Isolda formam um par que constituiu o mais célebre tema da literatura cavaleiresca. Na sua linha geral, a história é simples. Tristão sente por Isolda uma paixão avassaladora, sendo correspondido por ela com a mesma intensidade. Esta paixão é tão enérgica e profunda que resiste a todas as dificuldades, vence todas as  oposições e encadeia fatal e irresistivelmente as vontades dos dois amantes. Morto Tristão, e não podendo viver sem ele, Isolda morre também. 
O romance Tristão e Isolda é um mistério em relação aos seus autores. No entanto, podemos falar desta obra, tendo em atenção dois autores: Béroul e Thomas. 
O romance de Béroul começa com as proezas de Tristão contra Morholt que, tal como o Minotauro de Creta, reclama ao rei Marco um tributo pago em jovens. Depois de Tristão vencer Morholt, vence também um dragão a quem tira a língua e, por fim, chega o momento de ir buscar Isolda para esposa do rei Marco. 
Destinado a ser feliz, o casal deveria ingerir “le philtre”, uma poção mágica preparada pela mãe de Isolda. O responsável pelo transporte do elixir era Brangien que, devido à tempestade que ocorre durante a viagem, dá a beber, por engano, a Tristão e a Isolda esse preparado. Assim, eles ficam unidos de corpo e alma para além da morte. 
Este autor escreve que quando o rei Marco descobre o adultério condena Isolda à fogueira, mas nesse momento passa um bando de leprosos, dizendo-lhe que mais humilhante do que a fogueira era Isolda ser violada por um leproso. Isolda é entregue aos leprosos e, no momento em que é levada para um campo, Tristão assalta o bando de leprosos, salva a sua amada, passando ambos a viver na floresta a partir desse momento. 
Mais tarde, os amantes são descobertos pelo rei Marco, que os encontra a dormir na floresta. Ao vê-los separados pela espada de Tristão, acredita que eles seguem a castidade, e é assim que o rei Marco substitui a espada de Tristão pela espada real, bem como o anel de Isolda pelo seu. Quando os amantes acordam, compreendem o sucedido e por isso o arrependimento atormenta-os, decidindo terminar a ligação. Enviam uma carta ao rei Marco, na qual prometem servi-lo. É assim que Isolda consegue voltar para o palácio, mas os barões continuam a desconfiar da rainha. Desta forma, é exigido a Isolda um juramento, no qual ela mostra toda a sua malícia. Nele, Isolda jura por Deus e pelos santos que esteve apenas nos braços do seu marido e do mendigo que a transportou de uma margem para a outra do ribeiro. Esse mendigo não é mais do que Tristão disfarçado. Os barões destronados são condenados à morte e aqui termina o Tristão de Béroul. 
No texto de Thomas, Tristão casa-se com Isolda “aux blanches mains”. Depois, sucedem várias proezas de Tristão que, disfarçado de mendigo ou de leproso, se aproxima do castelo do rei Marco apenas para ver Isolda “la Blonde”. Ferido em  combate, Tristão inicia o seu sofrimento e sente que apenas Isolda o pode salvar. 
Assim, pede a um amigo que a vá buscar e, se ela vier ao seu encontro, hasteiam uma bandeira branca no barco. No caso de ela não vir ao seu encontro, então hasteiam uma bandeira preta. Mas esta conversa é escutada pela mulher de Tristão que, frustrada e com ciúmes, lhe mente em relação à cor da bandeira, fazendo com que Tristão morra. 
Além das versões de Béroul e de Thomas, foram encontrados textos perdidos de autores quase desconhecidos como La Kievres, assim como os do ilustre Chrètien de Troyes. A ausência de uma inequívoca identificação da autoria do romance contribuiu sobremaneira para a sua transformação em mito – mito esse que está na base do imaginário ocidental, onde o amor excessivo e o desenlace fatídico da paixão constituem fatores absolutamente determinantes. 
Tristão não ama Isolda, mas sim o próprio amor. Esta consideração só é possível se entendermos que ambos se apaixonam, unicamente, por ingestão da bebida mágica, “le philtre” – elemento externo desencadeador da paixão, do erro e da traição. Desta forma, os amantes não se podem arrepender, já que não são responsáveis pelos seus atos. 
Todo o drama é encarado como uma fatalidade que suprime a oposição do bem e do mal e conduz os amantes para além de todos os valores morais e, inevitavelmente, para além do prazer e do sofrimento. O herói ama o amor, mas também a morte que é a única forma de libertação. O mito apodera-se do instinto da morte, transfigurando-o e dando-lhe um fim espiritual: “E agem como se tivessem compreendido que tudo o que se opõe ao amor o garante e o consagra em seus corações, para o exaltar até ao infinito no instante do obstáculo absoluto que é a morte”. Assim, destruir e colocar de parte a felicidade é a forma de passar a uma vida superior. 

Links Úteis
Tristão e Isolda (livro completo em pdf)

Outros Links interessantes

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Contexto Histórico: Lusofonia e História da Língua Portuguesa

"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos"

A Língua Portuguesa no mundo

As origens da língua portuguesa
Os romanos desembarcam na Península Ibérica em 218.a.C. Aos poucos eles promovem a colonização de todo aquele imenso espaço. Impõem sua cultura e sua língua, o latim.
A língua portuguesa origina-se do latim falado por pessoas simples que deixavam Roma para ir morar na nova província romana da Lusitânia. E também, é claro, dos antigos moradores, que, não sendo romanos, não falavam latim, mas achavam vantajoso aprender essa língua visando a um futuro mais próspero. Mais tarde, a parte norte da província da Lusitânia, a Gallaecia, junta-se à província Tarraconensis. Veja o mapa abaixo.
A partir de 218 a.C. até o século XI, a língua falada em toda a Península Ibérica é o romance ou romanço-palavra que vêm de Roma. O romanço é uma língua intermediária entre o latim falado pelo povo e as línguas neolatinas atuais.
Entre 409 e 711, povos de origem germânica dominam a Península Ibérica. Em 711, ocorre a invasão árabe da Península Ibérica. Em 711, ocorre a invasão árabe da Península Ibérica. A língua árabe torna-se o idioma oficial das regiões conquistadas, mas grande parte da população continua a falar o romance.
Aos poucos ocorre a retomada dos territórios ocupados. Surgem reinos que dividem entre si o território peninsular. Entre eles, Portugal, onde se falava o galego-português, que dá origem ao nosso português.Com a reconquista, as populações do Norte (que falavam galego-português)ocupam também o Sul, dando assim origem ao território português. Puxa! Quantas reviravoltas! Mas não pára por aí!
Os séculos XV e XVI assistem à expansão marítima portuguesa. Com a construção do império português de ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em vários lugares da Ásia, África e América, sofrendo influências locais.  É assim que o português chega ao Brasil. Aqui ele interagirá com os povos indígenas, mas também com os escravos vindos da África e,  mais tarde, com os muitos imigrantes que aqui chegaram, como os italianos, espanhóis, árabes e até, vejam só, mais portugueses.

Texto retirado da apostila do aluno de Língua Portuguesa do 1º ano, páginas 31 e 32.


O Português e o mundo

A língua Portuguesa é falada no Brasil desde o seu descobrimento, contudo, desde que foi trazido para o Brasil, o idioma Português passou por diversas mudanças, sendo nos dias atuais, bastante diferente do Português de Portugal, país de origem dos descobridores do Brasil. Atualmente, o Português não é falado somente no Brasil, pois segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o idioma é a língua oficial em um total de 9 países independentes, espalhados por todo mundo. São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Além dos países citados, o Português também é a língua oficial em várias organizações internacionais, como o Mercosul, a Região Administrativa Especial da China em Macau, a Organização dos Estados Americanos, a União Européia, a União de Nações Sul-Americanas, a Organização dos Estados Ibero-Americanos e a União Africana.

Por se tratar de uma língua falada em poucos países do mundo, muitos pensam que o Português não tem representatividade no mundo, contudo, se engana quem pensa assim, já que o idioma é falado por aproximadamente 280 milhões de pessoas, se tornando o idioma mais falado no hemisfério sul da terra, o 3º idioma mais falado no hemisfério ocidental e o 5º idioma mais falado no mundo. A cidade de São Paulo é a cidade com maior número de falantes do idioma em todo mundo, por isso, em 2006 foi fundado o Museu da Língua Portuguesa. O Português é uma das línguas mais ricas e mais difíceis de se aprenderem todo mundo, muito por conta de sua riqueza de opções e pronúncias. Atualmente, são considerados 3 dialetos principais, o Dialeto do Português de Portugal, o Dialeto do Português Brasileiro e o Dialeto do Português Angolano.

A riqueza léxica do Português também chama atenção em todo mundo, pois segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa são 415.500 sinônimos, 376.500 acepções, 228.500 palavras, 57.000 palavras arcaicas e 26.400 antônimos. Segundo a Academia Brasileira de Letras, atualmente estão registradas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa 356.000 unidades lexicais. A ortografia do Português utilizada no Brasil nos dias atuais se divide em duas categorias de escrita, onde há Português Europeu e Africano e o Português Brasileiro. A diferença está em palavras como contacto e contato, acto e ato, eléctrico e elétrico, óptimo e ótimo, respectivamente. A gramática é a parte da língua portuguesa mais difícil de ser aprendida por estrangeiros, pois conta com algo não conhecido fora do Brasil, as conjugações de verbo, em três tempos básicos: passado, presente e futuro.

A gramática da língua portuguesa ainda traz adjetivos, substantivos, pronomes e artigos que geralmente são divididos em duas formas, como o masculino e feminino, plural e singular, dentre outros. A fonologia também é riquíssima quando comparada a de outros países, pois conta com fonemas, ditongos e alofones de vogais nasais e orais, e consoantes. Há um total de 22 consoantes e 5 vogais no Português do Brasil. A língua portuguesa é a disciplina indispensável para o início do aprendizado das crianças no país, contudo, possui cadeira cativa em todas as séries do ensino fundamental, médio e muitas das vezes, superior.


Breve explicação retirado do site Informações sobre o caderno do aluno.

Línguas neolatinas
As línguas românicas ou línguas latinas são um grupo de idiomas proveniente da família mais vasta das línguas indo-européias, que se originaram a partir da evolução do latim (especificamente, dolatim vulgar falado pelas classes populares).
Atualmente, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, catalão, italiano, francês e romeno. Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o vêneto, o occitano (de Provença, França), o sardo e o romanche, uma das línguas oficiaisda Suíça; e dialectos (aragonês, asturiano, valenciano, e muitos outros espalhados pela Europa Central e pela América Latina).

A origem da segunda-feira em diferentes línguas neolatinas

Império Romano
Os romanos após dominar toda a península itálica, partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Aníbal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas,dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
(as províncias, do Império Romano)


Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, o desaparecimento do dinheiro de circulação, cai a indústria o comércio, provoca uma queda na produção agrícola. Outro grave problema que levaria Roma a queda surgiu já nos fins da República, quando todo o sistema econômico foi gradativamente entrando em crise. E com os capitais acumulados, eram destinados a fins improdutivos; enormes gastos em festas e jogos, empréstimos, etc. Com a economia decaindo o Estado acaba complicando de forma, inútil a burocracia, instituindo ao mesmo tempo pesados sistemas fiscais.


Mapa da expansão do Império Romano(Língua Latina)



Trechos retirados dos sites:


A origem da Língua Portuguesa 

Diferencias entre el gallego y el portugués

Lusíadas de Luis Vaz de Camões

LINKS RELACIONADOS
O Velho do restelo(vídeo-texto)
Inês de Castro(português de portugal)
O gigante Adamastor- vídeo(português brasileiro)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Situação de Aprendizagem para leitura: Produção de mini-livro

“Mensagens para toda vida”
Menores livros do mundo

 


Objetivos :Estimular a valorização do livro.
Como?
A partir da confecção passo a passo de um mini-livro de bolso que também poderá ser utilizado como chaveiro.Divulgar a diferentes autores através de trechos de suas obras.
                                                  
Quais?
 Autores da tradição oriental (ex.filósofos gregos), tradição oriental (ex. Confúcio), religiosos(ex.Santo Agostinho).Produzir material inédito.

Como?
A partir da leitura de frases que será possível favorecer o ensino de literatura a partir da filosofia e da arte. 
A filosofia será transmitida através de pequenos trechos de obras de autores consagrados, com a frase e seu respectivo autor.


A produção artística consistirá no processo de confecção do livro, desde a escolha da cor das folhas, tamanho, diagramação da letra na página e ilustrações produzidas por cada aluno-autor de cada livro...


Público-alvo: 8 e 9° anos, também idealizado para ser trabalhado no primeiro semestre com alunos do 1° e 2 anos do ensino médio.

Tempo/duração: 12 aulas para execução.Sendo necessário aviso prévio desde o início do semestre, para motivação do trabalho, preparação do material (ex.cola, tesoura, linha, papéis de diferentes tipos, canetas coloridas, lápis de cor) e seleção das frases.(que poderá ser feita por autores conforme sugestão na lousa pelo docente, ou por gênero, autores gregos ou românticos franceses)

Conteúdos: Estrutura da frase:pontuação, oração e período, orações coordenadas e subordinadas. Concordância verbal e nominal.Conectores: Conjunções e preposições.Figuras de linguagem.

Competências e habilidades trabalhadas: análise de gêneros literários literários com levantamento de hipóteses, localização de informações explícitas e implícitas no texto, leitura e compreensão.

Estratégias: Pesquisa em casa, leitura individual e compartilhada, discussão oral sobre os trechos, seleção e organização das frases.

Recursos
: Modelo de produção: apresentação na lousa de frases e autores, apresentação de modelo de mini-livro. Pesquisas individuais para casa, (frases e autores). Materiais para produção: 10 folhas coloridas por aluno, tesoura, canetas, lápis de cor,linha, cola, ou outros matérias de arte que o aluno possua e deseje usar como tintas ou recorte de imagens, adesivos)

Avaliação: O processo de avaliação deve acontecer de maneira contínua durante as atividades realizadas orientando e objetivando a produção final.



REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES

Iniciar cada aula com uma “frase filosófica” ,antes mesmo de começar qualquer matéria. Depois de alguns dias, retomar estas frases, ler e solicitar a alguns alunos o que compreenderam a partir de tais afirmações.


Antes da leitura
O que a frase lhe sugere?

Ao ler o trecho, qual foi a sua conclusão?

Esta frase deve se referir a uma situação específica? Na sua opinião explique?

Existe idade certa para acontecer este fato?

Vocês já conheciam essa frase? O que acharam dela? Consegue pensar em outra com o mesmo tema?

Você conhece outras frases semelhantes? Mencione uma e explique o seu significado.

Pesquisar frases e autores conforme orientação dada em sala de aula.

Produção do material: Pesquisa sobre a biografia de alguns autores, conforme orientação durante as aulas, não serão pesquisados todos por um mesmo aluno, cada grupo de alunos aluno irá pesquisar frases e informações de um grupo de autores diferentes.

A produção do livro deve ser orientada e realizada em sala de aula.


Durante a leitura
Explicar o gênero dos trechos que serão selecionados. Trabalhar o aspecto tipológico (reflexivo) dos trechos, identificar palavras cujos sinônimos sejam desconhecidos, analisar elementos do cotidiano atual, identificar referências outros textos relacionados ao tema, construir unidade na confecção global do livro.

Tem alguma(s) palavra(s) que você desconhece nos trechos selecionados? Procure encontrar por si só- a partir do contexto da frase- um sinônimo a ela(s). Somente depois de feito, consulte um dicionário para confirmar.

Quais são as principais idéias do texto?

Onde poderia ter sido escrito?

Em que época?

De que tema trata o autor da frase?

Existe alguma relação do(s) techo(s) lidos com alguma outra disciplina que você estuda? Qual? Por quê?

Você acha que estas situações podem acontecer no cotidiano? Quais? Mencione algumas.

Observando o ano em que foi escrito o trecho, você acredita que nos dias de hoje tais reflexões continuam iguais? Por quê?

Preenchimento da ficha organizativa, recapitulando os principais autores e as principais informações sobre eles.

Síntese dos principais aspectos gramaticais praticados na atividade.

Qual a mensagem transmitida pelo autor?Qual intenção o autor nessa escolha?

Selecione alguma(s) figura(s) de linguagem usadas nas frases e as explique.
Exemplo: Qual figura de linguagem foi usada na frase "As mãos que servem, são mais sagradas que as mãos que oram. (autor-Sai Baba). Resposta: Significa que as mãos que trabalham são mais importantes para Deus do que as mãos que apenas rezam, para Deus é preciso FAZER e não apenas PEDIR.

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Depois da leitura
Construção de síntese de algumas idéias.

Apresentação do material produzido.

Exercícios gramaticais em forma de simulados.

Modelo de análise sintática com três frases utilizadas na produção final do mini-livro.

Produção escrita resumindo todo o processo de produção.

 

Links

Como montar um mini-livro


Referências
Índigo: O colapso dos bibelôs/ Índigo;1.ed.-São Paulo: Moderna, 2008.-(série rumos na rede)
Dill, Luis: Todos contra Dante/ Luis Dill.- São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Tese :William Roberto Cereja
Língua Portuguesa e literatura
Caderno de orientações